A arte de M.C Escher


M.C Escher - Maurits Cornelis Escher 


Foi um artista gráfico holandês famoso por seus trabalhos com ilusão de óptica. Apesar de reconhecido pela originalidade e habilidade, ele era visto, pela classe artística, como intelectual demais e poético de menos. Seus críticos não se interessavam muito pelos temas narrativos e pelo uso da perspectiva – justamente as qualidades que o fizeram tão popular. Escher deixou uma produção de 448 litografias e xilogravuras e mais de 2 mil desenhos e esboços, além de ter ilustrado livros, tapeçarias, selos e murais.

Autorretrato em Esfera Espelhada (1935)

 
RUIM DE CONTA

Maurits Cornelis Escher nasceu em 1898 em Leeuwarden, Holanda, em uma família rica. Não foi aluno excepcional: suas notas eram boas em desenho, mas medianas em matemática. Quando decidiu ser artista, penou para convencer os pais, mas contou com o apoio do seu professor Samuel Jessurun de Mesquita, um importante artista holandês. No fim, Escher recebeu ajuda da família

TRIP GEOMÉTRICA

Em 1922, o artista viajou pelo continente europeu. Em Granada, na Espanha, visitou os palácios do Alhambra, cujos mosaicos mouros o fascinaram. Ele copiou os desenhos e descobriu os segredos da divisão regular do plano, conceito matemático que o inspiraria na carreira. A partir de 1936, Escher fez outras viagens e estudou simetria e ordenação

XILO O QUÊ?

As principais técnicas empregadas por Escher foram a xilogravura e a litografia. A primeira consiste em criar desenhos em relevo em um bloco de madeira, sobre o qual se aplica tinta. Na segunda, usa-se um pedaço de pedra plana, desenhando-se por cima

MICO ACADÊMICO

H.S.M. Coxeter, um dos papas da geometria moderna, se entusiasmou com os desenhos de Escher, e o convidou a participar de uma de suas aulas. Mas se decepcionou: Escher não conseguiu acompanhar o conteúdo apresentado, nem mesmo quando o professor discorria sobre as teorias que o artista aplicava, intuitivamente, em sua própria obra

Tal qual outros célebres artistas, como 

Michelangelo e Da Vinci, Escher era canhoto


Arte com matemática
Entenda os principais conceitos de Escher

QUEBRA-CABEÇAS

Escher não era bom de matemática, mas os árabes que decoraram Alhambra, sim. Na divisão regular do plano, eles usavam polígonos regulares e congruentes, como triângulos, quadrados e hexágonos, para fazer mosaicos. Em suas obras de tesselação, Escher partia de objetos geométricos para criar imagens que sempre têm a mesma área, e, portanto, se encaixam perfeitamente, como peixes ou aves


Desenhando (1948)

SURREAL

Escher criava diferentes níveis de realidade. A obra Desenhando (1948) é talvez a mais emblemática: uma mão tridimensional parece desenhar um pulso bidimensional que, por sua vez, transforma-se em uma mão tridimensional e desenha o punho da primeira. Outro exemplo é a obra Répteis (1943)

Relatividade (1953)

DOIDEIRA

A perspectiva cria ilusões de óptica por meio do desenho de objetos ou de estruturas impossíveis de serem construídos materialmente. O artista também trabalhou com múltiplos pontos de vista, como em Relatividade (1953). Em Cascata (1961), a água que move o moinho parece, paradoxalmente, subir para cair novamente. O objeto que inspirou Escher é o Triângulo de Penrose, que parece ser um objeto sólido, feito de três barras entrelaçadas, com uma combinação de propriedades que não pode ser realizada na vida real

ANJOS E DEMÔNIOS

Ao representar o infinito em planos bidimensionais, Escher aplicou conceitos de geometria hiperbólica. Usando a ideia da divisão regular do plano imaginada em uma superfície curva, as imagens se repetem a partir do centro e tornam-se menores, proporcionalmente, tendendo ao infinito

ALTOS BLOCOS


Objetos tridimensionais e poliedros regulares aparecem frequentemente. Cubo, cilindro, tetraedro e poliedro são comuns na obra de Escher



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