Conheça a história do fliperama


A diversão é algo que faz parte do ser humano e, com isso, o homem sempre veio tentando criar maneiras melhores para poder se divertir.
Hoje você irá saber a história do fliperama e suas máquinas, como o pinball, o arcade e até mesmo o caça-níqueis!
A máquina de caça-níqueis , chamada de Slot Machine nos Estados Unidos, é o precursor dos Pinballs e toda essa parafernália de máquinas de jogos que você conhece hoje em dia.
Criadas no século 19, essas máquinas tinham como maior objetivo arrancar dinheiro dos clientes (geralmente bêbados) dos Saloons, que eram bem abundantes naquela época e, quando o cara tinha a sorte de ganhar, ele praticamente gastava tudo em "birita" de novo.
Mas, seguindo a história, foi a partir dela que criaram as primeiras máquinas de Pinball.
As imagens acima mostram a primeira mesa de pinball, que não possuía placar, nem bumper e muito menos os flippers que são as alavancas características do Pinball; à direita, sua evolução 40 anos depois.
O Pinball surgiu no início da década de 1930 e fez grande sucesso, mesmo sendo essa mesa bem básica que você pode conferir, mas foi nos anos 70, como mostra na segunda imagem acima, que ele realmente ganhou grande popularidade, pois foi nessa época que foram adicionados os placares eletrônicos, os bumpers e as alavancas.
Sem falar que as máquinas emitiam sons, tinham um design chamativo e de caráter jovem e rapidamente conquistaram as moedinhas da galera adolescente.
Nos anos 80 e 90 começaram a surgir as "Dream Machines", como Medieval Madness, Twilight Zone, Theatre Of Magic, Monster Bash, Scared Stiff, Tales Of The Arabian Nights e o mais popular pinball da história moderna que foi Família Addams, com mais de 20 mil unidades produzidas, e mais tarde surgiram os últimos Pinball da era de ouro que foram Cactus Canyon e o Pinball 2000, que combinavam vídeos com o tradicional Pinball, os quais são considerados até hoje pelos saudosistas como obras-primas.
O Computer Space, na imagem acima, foi o primeiro arcade comercial lançado para o público em 1971. Criado pelo Nolan Bushnell, o homem que mais tarde se tornou o pai do Atari, utilizava várias inovações tecnológicas, mas tinha uma jogabilidade confusa e não foi exatamente um sucesso comercial (ninguém gostava daquilo, pronto falei).
Mas daí surgiu Pong! , criado também pelo Nolan; este jogo era praticamente uma cópia do Tennis for two desenvolvido nos anos 50 pelo físico americano William Higinbotham. E este arcade foi um verdadeiro sucesso, graças à sua jogabilidade simples e viciante. O primeiro Pong foi lançado em 1972 em um posto de gasolina, e depois de alguns dias o dono reclamou que a máquina não estava funcionando, mas na verdade ela estava era cheia de dinheiro, assim demonstrando que seria um verdadeiro sucesso nos EUA.
Dali para a frente as coisas começaram a evoluir e as máquinas começaram a usar chips ROM para armazenamento de dados gráficos, como por exemplo o jogo Tank. Depois os japoneses gostaram da ideia e decidiram entrar na concorrência com o game Gun Fight, desenvolvido pela Taito.
E foi em 1976, com os microprocessadores, que surgiram grandes marcos do arcade como Night Driver, que foi o primeiro jogo da história a usar a câmera em primeira pessoa mostrando a estrada vista de dentro do carro, e Break Out, um grande clássico em que o objetivo é quebrar os tijolinhos com uma bolinha que rebate em uma plataforma. Mas o mais interessante de se saber é que Break Out foi criado por ninguém mais, ninguém menos que Steve Jobs, bem antes de ele ter a Apple Computer.
A evolução para os arcades de hoje também se deve às Placas Arcades, criadas numa tentativa de diminuir o preço da máquina; elas continham circuitos impressos que serviam de base para vários jogos parecidos, mais ou menos como se fosse uma engine que recebe "mods". O possuidor de uma máquina poderia pagar por um game 1/5 do preço do que ele pagaria em uma máquina nova, contanto que ele escolhesse um jogo da mesma placa.
Existiram diversas placas de arcade ao longo dos anos, mas focando nas mais importantes para os games de luta, que são os campeões de popularidade nos Arcades, são a CPS1 e a MVS.
Uma das primeiras a surgir no mercado foi a CP System, que mais para a frente ficou conhecida como CPS1. Lançada em 1988 com o game Forgotten Worlds, e mais para a frente foi a responsável por Street Fighter II, um dos maiores sucessos da Capcom e dos arcades até hoje. Essa placa usava o Motorola-68000 de 16 bits (CPU Principal) e o Z-80 de 8 bits (áudio). Esses chips eram poderosos e ao mesmo tempo bem baratos para a época, o que facilitou na criação dos jogos.
Com a CPS1, foram possíveis bons jogos como Cadillacs and Dinosaurs, Ghouls 'n Ghosts, The King of Dragons entre outros, mas o maior destaque mesmo fica com Street Fighter: The World Warrior que continuou recebendo inúmeras outras edições até o ano de 2008.
(Placa CPS1.)
Ainda na década de 80, a SNK , que estava com bons lucros nos consoles, resolveu inovar de vez e criou a placa MVS (Multi Video System). Essa placa fornecia para o dono de uma máquina Arcade o poder de guardar até quatro jogos na memória e mudá-los quando bem entendesse com um interruptor no interior do gabinete.
A MVS tem os mesmos processadores da CPS1 (o Motorola-68000 e o Z-80). Porém, enquanto os videogames caseiros tinham 16 Megabits de memória, a MVS tinha 330 Megabits! (Ogra!)
Depois do sucesso absurdo de Street Fighter II, a SNK não ia ficar de fora da onda dos fighting games e criou vários títulos clássicos, como Art of Fighting, Fatal Fury, Samurai Shodown, e o inesquecível The King of Fighters, que foi um marco nos games, e a sua última edição, The King of Fighters XIII, já está nas máquinas Arcade do Japão; tomara que logo, logo vindo em direção ao Ocidente.
(Placa MVS.)
Depois disso, começaram a vir as máquinas que conhecemos hoje em dia, porém o Fliperama, onde se encontravam os melhores Arcades e Pinballs estão morrendo aqui pelo Brasil e se torna cada vez mais raro achar um local com essas máquinas, a não ser em shoppings, e mesmo assim, um fliperama de shopping nunca terá a mesma emoção, o mesmo ambiente e os mesmos jogos que encontrávamos nos fliperamas de verdade.

Fonte: http://www.gamelib.com.br
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