Fases da Lua afetam a nossa vida?


Listamos algumas das crendices e, ao final, o que a ciência tem a dizer:
Madrugada dos partos


Para quem está pensando em engravidar, há todo tipo de superstição. Algumas dizem que é mais fácil na semana da lua cheia. Porém, se quer um menino, o melhor é tentar no período minguante, e menina, no crescente. Há ainda o suposto efeito da gravidade do nosso satélite natural sobre a criança no útero, facilitando partos nas luas cheia e nova. Até alguns obstetras acreditam
Sentindo no corpo

Sete em cada dez enfermeiras no Hospital Infantil de Pittsburgh, nos EUA, acreditam que mais pacientes são internados na lua cheia. Alguns cirurgiões até recusam operações no período, por acreditar que há maior chance de hemorragias. E uma pesquisa da Universidade de Basel, na Suíça, provou que, nessa fase lunar, o sono é mais curto e de pior qualidade
Em se plantando...


A "sabedoria rural" prega que é melhor arar a terra nos períodos crescente e minguante (quando, em tese, a umidade do solo está "baixa"). O plantio deve rolar na lua cheia, porque a alta luminosidade estimularia a germinação das sementes. Essa última prática foi provada em uma pesquisa do Laboratório Nacional para a Agricultura e o Ambiente, dos EUA
Xampu de luar

Se a Lua é capaz de, comprovadamente, afetar as marés, então também teria poder sobre nosso corpo - que, afinal, é 70% água. Cabeleireiros garantem que fios cortados na fase minguante crescem mais devagar, na crescente, mais rápido, e na nova, mais fortes. Inversamente, diz o folclore que não é bom depilar na lua cheia, pois os pelos voltam com mais volume
Na calada da noite


Alguns policiais também têm teorias de que há picos de crime na fase cheia. A luminosidade estimularia a violência em notívagos, aumentando o total de infrações e prisões. Em 2007, um policial de Brighton, na Inglaterra, fez um estudo que comprovou essa relação e as autoridades locais até colocaram mais oficiais nas ruas durante esse período do mês
Tá todo mundo louco

Já pensou de onde vem o termo "lunático"? A influência da lua na psique humana já era estudada por pensadores clássicos, como Hipócrates e Plínio. Oito em cada dez psiquiatras ouvidos pela Universidade de New Orleans acreditam nessa relação. Há quem diga que, na lua cheia, rolam mais internações em hospitais psiquiátricos e consultas para tratar ansiedade e depressão
NÃO É BEM ASSIM...
Contra-argumentos que derrubam os "boatos lunáticos"
- Marés são causadas pela gravidade da Lua e do Sol combinada com a rotação da Terra. Essa força afeta oceanos, que são gigantes e maleáveis, mas enfraquece conforme as coisas diminuem: o efeito é menor em lagos, por exemplo, e irrisório em humanos (ou fios de cabelo). Uma mãe segurando um bebê exerce uma força milhões de vezes maior que a da gravidade da Lua sobre a criança.
- A Universidade Nacional da Austrália analisou 7 milhões de partos, e não notou nenhuma variação na incidência de nascimentos em certos períodos lunares
- A análise do policial em Brighton é um ponto fora da curva. A maioria dos estudos mostra que o número de crimes aumenta após o dia de pagamento e diminui em dias chuvosos, mas não se altera em noites de lua cheia
- Uma das explicações para a popularidade desse tipo de boato seria a de que médicos e enfermeiras reforçam os rumores porque tendem a lembrar mais de noites de lua cheia caóticas do que de noites de lua cheia normais
- Estudos da Universidade de Saskatchewan, no Canadá,

Resultado de imagem para Universidade de Saskatchewan, no Canadá

da Universidade Tecnológica de Louisiana e de um centro de saúde mental de Massachusetts, ambos nos EUA, negam qualquer influência das fases da Lua sobre o total de ligações para serviços antissuicídio ou de momentos de crise ou de admissões em hospitais psiquiátricos.
FONTES Artigos Does the Lunar Cycle Affect Birth and Deaths?, de Joshua Gans e Andrew Leigh, Bad Moon on the Rise? Lunar Cycles and Incidents of Crime, de Joseph Schafer, Sean Varano, John Jarvis e Jeffrey Cancino, e Evidence that the Lunar Cycle Influences Human Sleep, de Christian Cajochen, Songül Altanay-Ekici, Mirjam Münch, Sylvia Frey, Vera Knoblauch e Anna Wirz-Justice
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